SALTOS NA ÁGUA UMA ADPATAÇÃO DO MÉTODO PLIOMÉTRICO

Abaixo vamos comentar sobre o método Pliométrico pois este método
juntamente como o Circuito e o Intervalado fazem parte do método
HIDROTREINAMENTO.

A palavra Pliometria é derivada do grego plethyein, que tem o seguinte
significado: plio (aumento) e metria (medida), ou seja, obtenção de maiores
distancias por impulsão. Esse tipo de método originou-se na antiga União
Soviética, durante a década de 60 e foi difundido por dois grandes nomes da
ciência mundial Popov e Verkochanski.

Este método é muito utilizado no desporto de alto nível para melhorar a
potencia e em atletas que precisam de ações rápidas e precisas, alguns autores
conceituam de sua maneira e necessidade, abaixo alguns conceitos para
esclarecer como ocorre o método. O termo também pode ser substituído por
“exercícios cíclicos de alongamento-encurtamento” que é uma sequência de
ações concêntricas e excêntricas executadas no menor espaço de tempo em
apenas um movimento. Do ponto de vista fisiológico, o trabalho Pliométrico
também pode ser chamado de ciclo alongamento-encurtamento resultando
numa ação excêntrica seguido de uma ação concêntrica poderosa, devido à
energia elástica armazenada em músculo e tendões e da pré-inervação gerada
pelo reflexo do fuso muscular. O maior proveito da força se dá pelo acúmulo de
energia potencial elástica, cujo acúmulo pode ocorrer pela presença de
proteínas elásticas do sarcômero (RASSIER, 2005).
Método de treinamento baseado em um trabalho muscular muito peculiar
que é constituído por uma contração excêntrica seguida por uma breve
contração isométrica e sendo finalizada com uma contração concêntrica.
(SALDANHA, 2002)

Transferência da ação excêntrica para concêntrica, de um determinado
músculo, com a maior rapidez possível de movimento (FLECK & KRAMER,1999).
Método que se utiliza do fuso neuromuscular provocado por uma
contração excêntrica partindo para uma concêntrica em velocidade (DANTAS, 1998).
Em um exercício de treinamento Pliométrico, a força da gravidade e a
massa corporal são utilizadas para realizar uma fase muito importante, que é a
de “pré-estiramento rápido, ou de estiramento, para ativar o reflexo de
estiramento e os elementos naturais de recuo elástico do músculo” (McARDLE,
KATCH e KATCH, 2002).

No hidrotreinamento vamos utilizar a adaptação do Método Pliométrico
somente para membros inferiores, uma vez que sentimos uma dificuldade muito
grande em utilizar equipamentos de qualquer característica para desenvolver a
força e potencia de membros inferiores, principalmente em idosos. Por essa
razão começamos a 20 anos atrás a incorporar saltos em nossos treinos e em
seguida mensurar este tipo de exercício, obtendo resultados altamente
significativos no diz respeito aos testes funcionais (Ricklei e Jones, 1999), que
fazemos com nossos alunos acima de 60 anos.

Na hidroginástica tradicional, (como vou chamar esta modalidade de
exercícios cíclicos coreografados e contínuos que levam as participantes a
conversa, servem para tornar seu praticante mais fraco e vulnerável a quedas e
patologias articulares), as aulas são montados com um intuito de melhorar a
sua saúde da população, mas evidenciando somente a capacidade
cardiorrespiratória, deixando de lado o mais importante que a capacidade
neuromuscular e por isso que as pessoas vão perdendo a capacidade de
realizar movimentos à medida que envelhecem. Isso ocorre devido à diminuição
e pouca ativação das fibras do tipo II, e não somente pela diminuição da massa
muscular.

Alguns movimentos que fazemos durante o nosso dia a dia como:
levantar de uma cadeira, subir um lance de escadas, correr para pegar um
elevador ou ônibus, empurrar um armário, na maioria das vezes precisamos
usar ações rápidas e intensas. Pessoas que não tem esta capacidade de reagir
a estes estímulos podem ter uma lesão ou cair no momento da intensão de
fazer.

Badillo e Ayestarán (2001), citam que alguns autores acreditam que
quando se realiza um treinamento de força rápida as fibras tipo II somente são
solicitadas durante 7 a 10 minutos, enquanto que restante do tempo as fibras
utilizadas são tipo I. Acredito que uma pessoa com idade de acima de 60 anos
utiliza bem menos este tipo de fibra durante seu dia a dia. Os autores ainda
citam que o treinamento aeróbio parece acompanhar um aumento das fibras
tipo I diminuindo a proporção da fibra tipo II (GREES,1984). No entanto o
treinamento de força máxima é sugerido para desenvolver a fibra tipo II foi
observado um aumento no tamanho da fibra tipo II, não sendo observado o
aumento no numero de fibras II o nem diminuição das fibras tipo I, não havendo
uma transformação inversa das fibras Tipo I em Tipo II. (GOLLINICK,1992;
TESCH, 1985; MAC DOUGALL, 1986; HICKSON,1994).

A partir destes achados acredito cada vez mais que a aula de
hidroginástica tradicional deixa muito a desejar quando se pensa em
treinamento, uma vez que as aulas são elaboradas com uma série de exercícios
e a cada um minuto são trocados, ficando assim ate 20 minutos da aula. Com a
utilização de equipamento flutuante ou de arrasto o formato é o mesmo,
tornando a aula com estímulos aeróbios utilizando as fibras do tipo I. Segundo
Henneman et al. (1965) apud Ide e Lopes (2008), unidades motoras do tipo I
possuem baixo limiar de excitabilidade, ou seja a intensidade do exercício rege
diretamente o padrão de recrutamento das unidades motoras, sendo assim para
se obter força em um treino aquático a intensidade tem que ser alta com baixo
volume para recrutar unidades motoras do tipo II.

O foco do HIDROTREINAMENTO é desenvolver a força e potencia em
todas as populações que praticam, principalmente os idosos, por isso seguimos
modelos de treinos onde o volume dos exercícios são menores, mas a
intensidade é alta.

Abaixo, as características dos treinamentos que podem levar a uma
maior ênfase nos incrementos da potencia adaptado de (IDE E LOPES, 2008).

1 – Alto recrutamento das unidades motoras (intensidades altas).

2 – Baixo trabalho mecânico (baixo volume ambiente aquático).

3 – Caráter metabólico fosfagênico (pausa entre as séries suficiente para
ressintisse da fosfocreatina).

4 – Baixa intensidade durante a ação excêntrica (encontrado pelo a força do empuxo

5 – Alta velocidade de execução dos movimentos durante a ação concêntrica
(Ação encontrada com predominância no ambiente aquático, que por sua vez
maximiza a resistência pela sua viscosidade aproximadamente 1000 vezes
maior que o ar).

Gostaria de esclarecer que não condenamos a fase aeróbia da aula onde você
troca de exercícios a cada minuto, mas acreditamos que isso pode ser utilizado
no aquecimento aprimorando os movimentos de seus alunos qualificando o
padrão motor e orientado a postura.

Vamos esclarecer muito esse e outro assuntos no curso HIDROTREINAMENTO on-line
que estará sendo oferecido a segunda turma a partir de novembro de 2017,
fique ligado na net para se inscrever no SEMANA HIDROTREIANAMENTO inteiramente gratuita.


Boas aulas.