FORÇA DE REAÇÃO VERTICAL EM EXERCÍCIOS DE HIDROGINÁSTICA

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Em um estudo realizado por Kruel Et. Al. em 2005, com o intuito de comparar a força de de reação vertical, em indivíduos praticante de hidroginástica dentro e fora da água. Eles tiveram respostas  positivas e significativas com relação as atenuação dos impactos realizados no meio aquático.

A amostra foi composta por 23 indivíduos do sexo feminino, com idade entre 40 e 70 anos, praticantes de hidroginástica há pelo menos seis meses, que não eram portadores de nenhum tipo de problema físico. 

A amostra foi subdividida em cinco grupos, um grupo para cada tipo de exercício de hidroginástica que foram sorteados entre os dez exercícios mais utilizados pelos professores de hidroginástica do Brasil, determinados por Moraes, 1998. 

Cada exercício foi executado por cinco indivíduos diferentes, fora d'água e nas profundidades de água de cicatriz umbilical e ombro, na frequência média de execução do exercício determinada por Moraes, 1998 (esforço de percepção subjetiva de nível moderado). 

O indivíduo realizava o exercício primeiramente durante 15 segundos, com o objetivo de adaptação, ao final dos 15 segundos era feita a contagem do número médio de repetições. Com o objetivo de fazer com que o indivíduo se aproximasse da realidade de uma aula de hidroginástica com uma sensação subjetiva ao esforço de nível moderado. 

As forças de reação vertical não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os tratamentos realizados nas diferentes profundidades de água, mas demonstraram uma diferença estatisticamente significante entre o tratamento realizado fora d’água quando comparado com os tratamentos realizados dentro d’água. (Figura 6)

Os resultados de força de reação vertical, com a água na linha do Ombro e água na linha da cicatriz Umbilical foram, respectivamente 4,1 e 3,37 vezes menores do que os resultados de força de impacto fora da água. 

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre as forças de reação vertical na realização dos diferentes exercícios propostos, mesmo que em cadências de execução diferentes. 

Para quem quiser aprofundar mais no estudo, as referências estão abaixo e assim vocês poderão ter maior compreensão na metodologia assim com os instrumentos utilizados para coleta.

Muito interessante este estudo pois ele nos demonstra com clareza a real força de impacto que temos no meio liquido e sendo assim podemos conduzir nossos exercícios para os objetivos de força e potência com menor desgaste protegendo e preservando as articulações. 

BONS TREINOS AQUÁTICOS


grafico

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